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| Revista Somando > Emeri Tonial: de auxiliar de serraria a comerciante de cereais |
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| Depoimento |
| Emeri Tonial: de auxiliar de serraria a comerciante de cereais |
* Daltro Wesp/João Altair da Silva – Revista Somando
Emeri Eugênio Tonial, 60 anos, casado com a professora Neiva, três filhos (Ricardo, Raquele e Renan), é um empresário bemsucedido como comerciante de cereais e agricultor. Na sua trajetória de vida, para atingir essa posição, exerceu inicialmente as mais simples atividades laborais junto à família. Estudou em bons estabelecimentos educacionais, seguindo uma orientação do seu pai Armindo Tonial, que sempre manifestava "educação é um patrimônio que ninguém te tira".
A origem da família Tonial no Brasil é de 1887, quando o bizavô Giácomo Tonial imigrou da Itália, desembarcando no Rio de Janeiro, na Ilha das Flores, para cumprir a exigência da quarentena imposta aos que aqui chegavam. Como a maioria dos italianos Giácomo dirigiu-se para a região da Serra gaúcha, hoje município de Guaporé. As primeiras gerações dos Tonial se dedicaram à agricultura. O pai de Emeri casou com Guilhermina Sartori Tonial e tiveram cinco filhos. Para sustentar a família empregou-se como tapador de buracos nas estradas estaduais da região de Casca. O trabalho consistia na colocação manual de terra nas crateras que se abriam na estrada de chão batido em vista do tráfego de caminhões supercarregados de madeiras. No tempo em que não existiam asfalto e máquinas para colocar saibro, o ofício de tapador de buracos era muito importante. Mais tarde, seu Armindo passou a ser chofer de caminhão. Era um cargo de motorista especializado, acima do simples condutor de veículos.
O espírito empreendedor do neto de imigrantes italiano fez com que em 1948, com a família, fosse morar em Friburgo-SC. Instalaram uma serraria. A região dos Campos de Cima da Serra de Santa Catarina era rica em madeiras. No início, as dificuldades enfrentadas pela família exigiram muito esforço e dedicação. O hoje município de Friburgo não era um núcleo habitacional e distava 40 km de Curitibanos, uma pequena vila. Emeri e seus amigos tiveram uma infância muito feliz: brincar, trabalhar, rezar, ouvir histórias, estudar e pensar no futuro. Lembra que seu pai, muitas vezes, por volta das dez e meia da manhã apanhava uma espingarda, distanciava-se uns 300 m da casa e abatia um perdigão para o almoço. Como não existia energia elétrica no interior não se acondicionavam carnes, era preciso providenciar na hora.
Relata também que trabalhou na derrubada de árvores, no transporte com juntas de bois, estaleiramento, carregamento de caminhão e na serraria, fazendo as mais diferentes tarefas, inclusive, aproveitando a luminosidade das noites de lua cheia para dar continuidade ao serviço, enquanto o pai aproveitava para cumprir viagens de ida e volta de seis dias até o porto de Itajaí transportando madeiras. Seu pai transportava madeiras para o porto onde Emeri conheceu navios e aviões. Foi um milagre. "Meus colegas de infância não acreditavam nas histórias que eu contava. Lembro que em 1958 um avião a jato deixou um rastro de fumaças no céu. A luz solar refletindo espelhava uma cruz. A população amedrontada reunia-se em orações porque alguns anunciavam que era o fim do mundo. Aquela cruz formada pelo reflexo do sol no avião seria o Rosário de Nossa Senhora, compadecida pelos pecados dos homens. Beatos, padres e até o bispo da região visitavam o interior pregando orações. As famílias preparavam verdadeiros banquetes para receber os religiosos que tinham o direito de se servirem por primeiro. As crianças aguardavam a distância da mesa o momento de fazerem a refeição. Eram orientadas a não perguntar nada e não falar. E, três dias antes da visita, submetiam-se a banhos intermináveis nas sangas e tanques de lavar roupa, usando esponja e sabão caseiro. Diziam que era para tirar a 'craca'. Da infância, Emeri recorda convite feito por um primo que morava em Curitibanos. "Nas férias escolares venha me visitar que lá em casa agora tem banho de chuveiro quente".
Seguindo uma tradição familiar de proporcionar estudos aos filhos, seu Armindo auxiliou na instalação de uma escola próximo à serraria. "Era uma sala só para cinco turmas e um único professor; em consequência, o aluno da primeira série ouvia as explanações para os demais que estavam adiantados, e esses tinham a oportunidade de recordar o que haviam esquecido. Todos aprendiam juntos. Os professores eram rígidos".
Em 1960, a família fixou residência em Passo Fundo, na rua Duque de Caxias, esquina com a Senador Pinheiro, casa que existe até hoje. Emeri Tonial fez o curso Técnico em Contabilidade no Colégio Conceição e depois cursou Administração de Empresas e Direito na Universidade de Passo Fundo. Um de seus irmãos, Ilonir, é engenheiro da Petrobras. Já viajou o mundo, visitando áreas de prospecção. Hoje trabalha na Divisão de Asfalto. Gertrudes é casada com o advogado Dagoberto Pedrollo. Irani é aposentado do Banco do Brasil e Elton, odontólogo.
Trabalho e empreendedorismo
A vocação de empreender é familiar. Herdou do pai ainda quando resolveu largar a pá de concha onde tapava buracos nas estradas do estado e aventurar-se em meio à mata cerrada de araucárias numa região longíngua, de difícil acesso.
Quando adolescente, o primeiro emprego do entrevistado foi no escritório de contabilidade do empresário Antoninho Zanella. Naquela época o costume era não remunerar aprendiz até que dominasse o ofício. Após aquiriu conhecimentos técnicos sobre escrituração contábil e iniciou a trabalhar com o empresário Eloy Tasqueto. Emeri percebeu que fazia o que gostava: contabilidade, tratar com agricultores, matemática e mercado agrícola, onde permaneceu até 2000. Trabalhou na empresa durante mais de 20 anos e saiu para instalar o seu próprio negócio, hoje composto de um complexo de armazenagem na RS-324, próximo ao trevo de acesso a Carazinho, em São Valentim, interior de Passo Fundo e sociedades em Sertão e Estação. A atividade básica é de cerealista, compra e venda de grãos. Em Passo Fundo a empresa está entre as 40 maiores em retorno de ICMS. O empresário também mantém uma lavoura onde produz soja e milho.
"Todo produtor de soja é um exportador. É a categoria que mais deveria conhecer de mercado agrícola. Colhe aqui e vende no mundo inteiro. Como comerciante tem a tarefa de encontrar o melhor negócio para o seu produto. Esse trabalho só se consegue com informação acumulada. A informação nesse setor é o que mais se renova. O que eu leio agora, pode não valer nada amanhã. Se o preço do dólar oscilar no final da tarde ou ocorrer movimento brusco, mesmo que seja na noite, na Bolsa de Chicago, o preço da soja na abertura do mercado não será o mesmo", afirma Tonial.
Casamento, vida social e comunitária
Emeri Tonial participava do grupo de jovens da paróquia Santa Teresinha. A professora Neiva Tonial era secretária da paróquia. O namoro começou ali. Casaram-se em 1974. Possuem três filhos: Raquele, Ricardo e Renan, e dois netos: Leonardo e Carolina. Raquele cursou administração de empresas na UFRGS. Em 2000 foi a Londres aperfeiçoar o idioma inglês. Casou-se com um administrador alemão e no mês passado se mudaram para Frankfurt na Alemanha. O marido trabalha na área de mercado. Raquele é assessora financeira numa empresa de engenharia. Ricardo, casado com a advogada Maira, seguiu o rumo empresarial do pai e tem um posto de combustível na cidade. E Renan, o mais jovem, cursa administração na Imed e Direito na UPF.
A professora Neiva Tonial, dentre outras atividades, foi diretora do Cecy Leite Costa, secretária municipal da Assistência Social, coordenadora da Comissão Natal Som Luz e Amor da Santa Terezinha durante muitos anos e preside a Fazenda Esperança, casa de recuperação de meninas dependentes de drogas. Seu nome já foi cogitado para ser candidata à Assembleia Legislativa do Estado. Emeri Tonial lembra até dos primeiros formulários e documentos que confeccionou quando participava do Centro Social da Paróquia Santa Terezinha. Exerceu todas as funções no Caixeiral Campestre Tênis Clube, só não quis ser presidente.
Metódico no que faz e fala, é uma das pessoas de maior conhecimento universal de nossa cidade. Participa como debatedor às segundas-feiras no horário das 13h às 14h, na Rádio Planalto AM, e diariamente leva aos ouvintes informações sobre o mercado agrícola, às 7:20h e 18:45h.
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| 31/08/2010 - 08:55 |
Baita trova |
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!! |
| Nome: Baltasar Monteiro |
| 25/08/2010 - 12:28 |
LOCUTOR |
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê
PROFª LEONILDO BEZERRA |
| Nome: LEONILDO BEZERRA |
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