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Revista Somando
Revista Somando > Construindo a memória do trabalho pedagógico
 
Educação
Construindo a memória do trabalho pedagógico
Osmar Donassolo

O professor, ao desenvolver suas atividades para e com seus alunos, necessita que, no processo de ensino-aprendizagem, aconteçam ações significativas que estimulem a construção consciente e responsável de atitudes e valores no convívio escolar, favoreçam reflexões que proporcionem mudanças significativas na forma de pensar e de agir sobre o mundo e sobre ele mesmo, possibilidade de abrir horizontes, ampliar limites, sentir-se sujeito de seus atos no exercício de sua cidadania.

A memória é o registro da ação pedagógica, é o nosso fazer, nossa prática, nosso exercício, nosso trabalho na relação entre teoria e prática. O professor, no papel de mediador, na condução do processo ensino-aprendizagem, embasado na filosofia e nos objetivos da escola, nos objetivos dos conhecimentos envolvidos, busca construir e reconstruir esses conhecimentos através da ação-reflexão-ação, possibilitando ao aluno a elaboração de conceitos, a problematização destes conhecimentos e a sua aplicação, tornando-se sujeito de suas ações, como agente ativo e transformador da sociedade, ser reconhecido por ela como sujeito da própria história.

A memória humana opera sobre as marcas deixadas pela experiência no momento fugaz da sua ocorrência, esse instante que separa o acontecer do acontecido, o presente do passado. Isso quer dizer que o objeto da memória não é propriamente a experiência, a qual o tempo carregou, mas os efeitos ou marcas que ela deixou e que persistem no contínuo presente dos atos de recordação, permitindo sua reconstituição e ressignificação. A memória nos possibilita um movimento de volta, de olhar para o que foi feito. Surge, então, a oportunidade de refazer, de aprimorar, de produzir conhecimento sobre e com a prática pedagógica, sendo o conhecimento elaborado e reelaborado com base na reflexão sobre o exercício de se fazer professor na sala de aula.

Na memória pode-se registrar uma pergunta curiosa ou interessante de um aluno no decorrer da aula. O entusiasmo da classe na organização de uma atividade, pode ter reflexos sobre aquela aula preparada com tanto empenho e para a qual os alunos se mostraram totalmente desinteressados, o que vai determinar as questões a serem registradas. É o olhar sobre o cotidiano da sala de aula. Coisa que, a princípio, podem ser consideradas sem importância com o passar do tempo podem ser preciosas para conhecer como os alunos estão apreendendo.

Registrar o trabalho requer uma postura de professor que se reconhece também como aprendiz, que ensina, mas também aprende na dinâmica da sala de aula. Colocando no papel as reflexões sobre o fazer pedagógico, na escrita, no registro, o professor faz-se sujeito de sua história. Aquele que é capaz de pensar sobre o seu trabalho, de redimensioná-lo se for preciso, pois a memória permite a consulta permanente; possibilita a retomada reflexiva dos vários momentos ou etapas do percurso desenvolvido; significa, ainda, permitir a apropriação da experiência do vivido a qualquer tempo.

A escola é um lugar de memória, isso decorre da própria função social que a sociedade atribui, pois a escola contribui, como a família e os grupos sociais, na formação das novas gerações. A memória registra e reconhece as marcas deixadas pela experiência humana e a desvendar o seu significado, permitindo sua integração à história da sociedade.

Escrever a memória é um trabalho, e trabalhar é criar, produzir, inventar o futuro. Construir a memória do trabalho pedagógico é abrir horizontes novos à educação, aprendendo a ouvir, sondar e a interpretar as marcas da experiência passada, que permitem mostrar caminhos, os quais podem ser seguidos ou devem ser evitados. Construir a memória do trabalho pedagógico significa construir uma identidade da escola e dos seus integrantes, não esquecendo de que a escola integra um todo maior que é a sociedade, feita do trabalho de seus integrantes.

Não importam as formas escolhidas. O importante é que o trabalho da escola e, principalmente, do professor fique registrado para que outras pessoas ou o próprio professor possam voltar a ele e aprender com ele. Só tem sentido registrar alguma coisa se o professor achar que isso é significativo para o seu trabalho, quando ele mesmo pode voltar ao registro e aprender com ele. O registro guarda com ele a memória do que foi vivido e traz inúmeras possibilidades: de conhecimento, indagação, avaliação, memória. É a história da escola que se preserva e a sua identidade que se constitui.

* Professor Estadual – Neeja e Colégio Tiradentes da Brigada Militar


 
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31/08/2010 - 08:55
Baita trova
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!!
Nome: Baltasar Monteiro
25/08/2010 - 12:28
LOCUTOR
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê



PROFª LEONILDO BEZERRA
Nome: LEONILDO BEZERRA
 
   
 
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