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Revista Somando
Revista Somando > Reflexão sobre os templos
 
Especial
Reflexão sobre os templos
 * Carlos Antonio Madalosso

Visitamos há pouco tempo os países das Ilhas Britânicas. São desenvolvidos, com ótima qualidade de vida e demostrando grande religiosidade, que se acentua mais na Irlanda.

Cristãos em sua maioria, a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales são predominantemente anglicanos. A Irlanda é convictamente católica. A Irlanda do Norte, que adota oficialmente a confissão Protestante, vê sua população seguir os princípios católicos, vindo daí os confrontos frequentes entre as duas correntes.

O cristianismo na Ilhas Britânicas iniciou no século III, quando, perseguidos em Jerusalém e no Império Romano, muitos cristãos se fixaram no sul da Inglaterra, no atual condado de Kent. Ali encontraram a cultura celta, que rapidamente absorveu a filosofia cristã, mantendo, no entanto, alguns traços de sua cultura original. Considerada como Igreja Celta, teve grande importância, pois afastou o politeísmo trazido por bárbaros que invadiram por diversas vezes o local. Ainda persiste nas Ilhas Britânicas o uso da cruz celta, que se diferencia do crucifixo normal por apresentar um círculo adicional. No ano 208 o escritor Tertuliano narrou a presença cristã naquelas paragens. Este fato ficou evidenciado em 318, quando foi realizado o Concílio de Arles, na França. A esse encontro compareceram três bispos cristãos que trabalhavam na Inglaterra.

Preocupado com a separação da doutrina na Inglaterra, o papa Gregório Magno, o Grande, enviou uma missão de clérigos liderada pelo bispo Agostinho de Cecília para unificar os aspectos doutrinários da Igreja.

Agostinho teve importante atuação na comunidade local sendo consagrado o primeiro bispo da Cantuária, denominação até hoje utilizada pela Igreja Anglicana. Agostinho foi sucedido por Teodoro de Tarso, também enviado pelo papa.

A Igreja britânica continuou com características locais, um tanto diferentes da romana. Em 1534 o rei Henrique VIII solicitou anulação de seu casamento com a rainha Catarina de Aragão, tendo em vista que ela não conseguia lhe dar um herdeiro homem. O pedido foi negado pelo papa Clemente VII. O rei, então, declarou a Igreja inglesa independente da romana, passando a ser chamada de Igreja Anglicana.

A Irlanda do Sul continuou ligada à Igreja romana.

Devido a algumas diferenças doutrinárias ligadas à influência celta, o ato de Henrique VIII foi aprovado pela comunidade, que já via diferenças entre a filosofia romana e a anglicana.

A Igreja Anglicana pratica uma flexibilidade teológica, permitindo aos fiéis discordarem de seus pastores, e baseia-se no tripé Escritura-Tradição-Razão.

Para entender, a Igreja Anglicana é a terceira Igreja Católica em fiéis do mundo. A primeira é a Igreja Católica Romana e a segunda, a Igreja Ortodoxa, predominante no oriente. Poucas são as diferenças que a separam da Igreja romana.

A Igreja Anglicana, ao ser instalada na América, adotou o nome de Igreja Episcopal, uma vez que a autoridade máxima é o bispo. Periodicamente os bispos se reúnem em Lambeth, na Inglaterra, para decidir os rumos a seguir. Por vezes, é, de maneira equivocada, chamada de Presbiteriana.

No Brasil existem muitos templos anglicanos. O primeiro criado foi em Porto Alegre em 1890. O número de fiéis batizados na doutrina anglicana no Brasil é de 95 mil.

Voltando ao tema do título, visitamos muitos templos (igrejas) no Reino Unido e Irlanda. Construídos em sua maioria antes do século XIX, são impressionantes e de muito bom gosto. A maioria construída no estilo romanesco ou ainda as mais modernas no estilo gótico. Muitas delas apresentam sepulturas de autoridades religiosas, da nobreza e cientistas famosos daqueles países. Impressionou-nos também o fato de termos encontrado muitos templos fechados. Alguns, desativados, outros, transformados em museus, bibliotecas e mesmo em estabelecimentos comerciais.

Perguntamos a um dos curadores de uma Igreja de Glascow o porquê do fechamento das igrejas. No Reino Unido, diferentemente de outros países, a construção dos templos se deveu à demanda dos fiéis. As pessoas, embora em menor número, costumavam ir diariamente às igrejas, ou, no máximo, uma vez por semana. Atualmente a presença dos fiéis foi reduzida, bem como o aporte de auxílio às suas paróquias, levando a uma inadimplência e, por consequência, à sua inviabilidade econômica.

Na Igreja Episcopal a autoridade máxima é o bispo local, que conhece a situação das comunidades. Segundo o curador, a orientação dos bispados é para que todas as paróquias encontrem recursos para sua sobrevivência sem a dependência da diocese.

Trago essas informações para que os presidentes de comunidades paroquiais reflitam sobre o tema. Fico tranquilo ao ver que muitas paróquias já providenciaram ganhos extras através de salões de esportes, de festas e mesmo de áreas comerciais.

Acredito que as novas comunidades que pensam em abrir templos façam um estudo prévio sobre sua viabilidade econômica a fim de não passarem pelo constrangimento de terem de desativá-lo por falta de condições de manutenção. Cada paróquia criada determina, ao mesmo tempo, um enfraquecimento daquela de que foi desmembrada.

* Médico, integrante do Conselho de Desenvolvimento de Passo Fundo




 
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31/08/2010 - 08:55
Baita trova
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!!
Nome: Baltasar Monteiro
25/08/2010 - 12:28
LOCUTOR
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê



PROFª LEONILDO BEZERRA
Nome: LEONILDO BEZERRA
 
   
 
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