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Revista Somando
Revista Somando > As dificuldades da economia brasileira
 
Economia
As dificuldades da economia brasileira
 * João Altair da Silva/Revista Somando

Na edição anterior da revista Somando, mostramos a empolgação do crescimento da economia brasileira, que vem registrando picos de 9% nos últimos meses. Essas taxas seriam extraordinárias não fossem alguns percalços que o país ainda precisa vencer.

São três as variáveis básicas que o Brasil precisa superar para poder ser comparado à China: taxa de poupança, taxa de investimento e contas externas, essa última ainda superavitária.

Enquanto o brasileiro poupa 20% da riqueza que produz, o chinês economiza 54,3%. Não se trata da poupança pessoal do correntista no banco, mas sim do volume de recursos que cada família consegue acumular de seus salários para posteriormente investir. Famílias que se endividam, que comprometem sua renda antes de recebê-la, pouco contribuem com o desenvolvimento econômico. Quanto mais um país poupa, maior é sua capacidade de investir, sem o risco de inflação. O agente econômico endividado tende a financiar os pagamentos com taxas de juros elevadas o que desequilibra a economia. O exemplo pode ser ampliado para o setor empresarial. Se uma empresa resolve elevar a produção, mas não tem poupança para investir em máquinas, terá que aumentar a compra de matéria prima, pagar mais horas extras para aumentar o volume produzido. Inevitavelmente, os fornecedores vão aumentar os preços da matéria-prima. O resultado desse aumento de preço chama-se inflação, que precisa ser controlada, normalmente, com medidas duras de desaquecimento de vendas. Costumeiramente, a autoridade monetária recorre ao aumento da taxa de juros.

Mas a responsabilidade também é dos governos. Uma prefeitura ou estado deficitários, que frequentemente buscam dinheiro emprestado para pagar contas correntes, ou seja, não para investir, também contribuem para o comprometimento das contas oficiais.

Conforme o economista Octávio de Barros, do Bradesco, a taxa de investimento deveria subir a 22% do PIB (Produto Interno Bruto), para que o Brasil pudesse avançar 5% ao ano sem inflação.

A taxa de investimento é uma consequência da poupança. Representa os recursos aplicados na capacidade das empresas em aumentar a produção, o aumento na construção de imóveis e a infra-estrutura do país. Nos últimos quatro anos, a China investiu 40% do PIB. No Brasil, a taxa não passou de 20,1%. Na avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), para o país crescer de forma sustentada em 5% ao ano, a taxa brasileira precisa chegar a 25%. Para atingir esse índice o governo teria que aumentar os investimentos, mas reduzir suas despesas correntes, ou seja gastos com pessoal.

Portanto, a incapacidade de investir não é problema apenas dos agentes econômicos que não poupam mas também do descontrole dos governos que criam despesas sem amparo nas receitas.


 
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31/08/2010 - 08:55
Baita trova
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!!
Nome: Baltasar Monteiro
25/08/2010 - 12:28
LOCUTOR
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê



PROFª LEONILDO BEZERRA
Nome: LEONILDO BEZERRA
 
   
 
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