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Revista Somando
Revista Somando > Investimento na formação de atletas olímpicos
 
Esportes
Investimento na formação de atletas olímpicos
 *Luiz Carlos Carvalho/Revista Somando
A revista Somando, em sua série de reportagens com personalidades, autoridades e incentivadores do esporte. em torno da realização no Brasil da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos no Brasil em 2016, entrevista a corredora ­­Rosa Jussara Barbosa.

A atleta projetou o Passo Fundo em nível de Brasil e no exterior, conquistando vitórias memoráveis. Em seu currículo constam as conquistas de dez maratonas e dezenas de outras provas em diversos estados. Inicialmente ela jogava futebol e sua carreira no atletismo começou aos 23 anos (1997), ao conhecer o seu atual treinador. Para alcançar sucesso no atletismo, contou também com o apoio do esposo João Alceu Arenhardt, que também é atleta. Rosa destaca vários aspectos de sua trajetória no esporte e a importância de o país receber os maiores atletas do mundo na Olimpíada, a ser sediada pelo Rio de Janeiro.

Somando: Como foi a sua passagem do futebol para o atletismo?

Rosa: Como era de uma comunidade do interior, nós costumávamos jogar futebol. Essa era minha modalidade predileta. Como morava longe do trabalho, comecei a voltar caminhando e correndo para casa. Assim, me interessei pelas corridas, até que conheci o professor José Florenal da Silva - atleta e até hoje seu treinador. Ele observou que eu teria condições de vencer no atletismo e me deu todo o incentivo necessário.

Somando: Como foi seu início nas provas de atletismo?

Rosa: A primeira prova em que competi foi em 1998 em Erechim (RS). Na oportunidade ganhei minha primeira premiação em dinheiro, o que serviu de motivação especial para continuar participando das provas. Foi naquele período em que dei início a uma preparação com mais qualidade para o esporte.

Somando: De dez maratonas vencidas, qual delas pode ser considerada a mais importante?

Rosa: A maratona de 2008 em Foz do Iguaçu (PR). Era uma prova difícil em nível de percurso e no aspecto técnico. Estavam presentes, inclusive, os atletas quenianos. Considero essa a vitória mais importante de minha carreira.

Somando: Você guarda os troféus conquistados?

Rosa: Gosto de oferecer as taças e medalhas que conquisto para escolas, entidades e pessoas que me pedem. Até mesmo não teria espaço em casa para guardar todos os troféus. O que procuro guardar são as reportagens sobre a minha participação.

Somando: Como avalia a sua visita realizada à Quênia, um país que se destaca pelos seus atletas?

Rosa: Estive naquele país no ano de 2007 para participar de uma prova. Foi uma experiência muito importante. Pude constatar que a realidade da população daquele país é de muito sofrimento. Há muito calor e prevalece a pobreza, sem grandes perspectivas de ascensão social. Os atletas se dedicam a correr pelas estradas do interior. Por isso mesmo, muitos deles deixam o país em busca do sucesso. É o que acontece, por exemplo, com um grupo de quenianos que reside aqui no Brasil, no estado do Paraná.

Somando: Passo Fundo tem potencial para vencer no atletismo? Qual a sua análise sobre a estrutura atual?

Rosa: Tecnicamente, temos excelentes condições de seguir vencendo. Podem ser citados os nossos dois meninos que vêm se destacando nas provas – Maico Mancuso e Jardelino Fleck. O que nos falta é basicamente mais apoio e uma melhor estrutura de preparação. Quando destaco a estrutura, refiro-me à falta de pistas apropriadas para os treinamentos. Temos atualmente a da UPF, mas é preciso avançar. Se houvesse mais incentivo, seria possível conseguir melhores resultados. Cito o caso de uma corredora de 16 anos do estado de São Paulo, a qual uma empresa resolveu "adotá-la", oferecendo material esportivo e ajuda financeira. Aqui os nossos atletas precisam, ao mesmo tempo em que treinam, buscar um trabalho para conseguir se manter. As famílias não conseguem bancar os custos necessários.

Somando: Com base nas provas de que você participa, como estão as pistas de atletismo pelo país?

Rosa: Alguns estados, como São Paulo, estão progredindo nesse aspecto. Em Santa Catarina pode ser destacada a pista sintética da cidade de Blumenau. Em se tratando de Rio Grande do Sul, Passo Fundo poderia seguir o exemplo de Caxias do Sul, São Leopoldo e Porto Alegre, com investimentos significativos. Nestas cidades pistas sintéticas já estão à disposição.

Somando: A Olimpíada será importante para alavancar o atletismo em nosso país?

Rosa: Acredito que antes de pensar na realização dos Jogos Olímpicos, o Brasil deveria pensar em investir na formação dos atletas. Uma das formas é garantir uma melhor distribuição do bolsa-atleta. Atualmente existe bastante burocracia. São cobrados os projetos para destinar recursos para o incentivo aos treinamentos e para isso há sempre a dependência da contribuição do poder público.

Somando: Há um número considerado baixo de mulheres no atletismo, numa comparação com o sexo masculino. A Olimpíada pode contribuir para reverter o quadro?

Rosa: Tenho essa expectativa. Alguns exemplos podem ser destacados pelo país, como os clubes Pinheiros e Rede Atletismo, que estão acreditando nas categorias de base. Na última Olimpíada o nosso país não teve representante feminina na prova de 10 mil metros, em função de não ter sido alcançado o índice necessário. São fatores a corrigir.

Somando: Qual o principal benefício que a disputa olímpica trará ao país, na sua concepção?

Rosa: A Olimpíada fará uma boa divulgação do Brasil para o mundo inteiro. Considero que existem outras prioridades para destinação de recursos para a nossa população, mas já que os jogos estão confirmados há de se tirar proveito. O maior benefício dentro do contexto será abrir espaço para que novos talentos possam surgir, oferecendo oportunidade para os atletas oriundos das famílias carentes.

Somando: O fato de o país ter uma população que adora futebol atrapalha as demais modalidades, como a sua?

Rosa: Não há como negar que o futebol predomina no Brasil. Mesmo assim, acredito que é possível encontrar espaço para que os demais esportes possam prosperar. Bons resultados podem ser alcançados com a chegada da própria Olimpíada.



 
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31/08/2010 - 08:55
Baita trova
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!!
Nome: Baltasar Monteiro
25/08/2010 - 12:28
LOCUTOR
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê



PROFª LEONILDO BEZERRA
Nome: LEONILDO BEZERRA
 
   
 
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