E-mail:
Senha:
  A Rádio Planalto
 
Apresentação
  Departamentos
  Abrangência
  Rádio Planalto AM
  A Rádio AM
  Locutores
  Programação
  Anuncie
  Avalie
  Ouça a Rádio AM
  Rádio Planalto FM
  A Rádio FM
  Locutores
  Programação
  Anuncie
  Avalie
  Ouça a Rádio FM
  Revista Somando
  Última edição
  Todas as edições
  Assine
  Anuncie
  Avalie
  Interatividade
  Sugestão de matérias
  As 10 mais pedidas
  Resultados esportivos
  Cadastre-se
  Deixe seu recado
  Peça uma música
  Fale conosco
  Utilidades
  Super trocas
  Sínteses de entrevistas
  Mensagens
  Resultados de loterias
  Cinema
  Conheça Passo Fundo
  Achados e perdidos
  Eventos
  Galeria de fotos
  Receitas
  Como ouvir a rádio
  Notícias
   
Revista Somando
Revista Somando > 1989-2009: 20º aniversário das revoluções de Veludo
 
Especial
1989-2009: 20º aniversário das revoluções de Veludo

* Antônio Kurtz Amantino
Nesse ano que findou comemorou-se o vigésimo aniversário das revoluções que puseram fim aos regimes comunistas na Europa. Por terem sido revoluções relativamente incruentas, com a exceção da Romênia, elas têm sido chamadas de "revoluções de veludo". Inicialmente, a expressão foi usada para denominar os acontecimentos que levaram ao fim do regime comunista na Tchecoslováquia, entre os dias 17 de novembro e 29 de dezembro de 1989. Naquele país, depois de uma série de manifestações populares, o próprio Partido Comunista anunciou que iria desmantelar o Estado comunista. Em 1993, os dois entes federados, a República Tcheca e a Eslováquia, resolveram se separar e constituir dois Estados soberanos. Esse processo também ocorreu sem o recurso à violência, razão pela qual foi chamado de "Divórcio ou Separação de Veludo".
O histórico e extraordinário ano de 1989 tem tido como seu principal símbolo a queda do Muro de Berlim, construído a partir de 1961, a fim de evitar a fuga maciça que ocorria dos cidadãos da Alemanha Comunista (RDA) para a Alemanha Ocidental (RFA). O Muro de Berlim é, com toda certeza, o testemunho maior de que os regimes comunistas e as economias socialistas nunca sofreram problemas ligados à imigração, como a Europa ocidental e os Estados Unidos, por exemplo. Os países comunistas, sem exceção, enfrentavam problemas ligados à emigração de seus cidadãos. Daí o fato de serem regimes com fronteiras fortemente cerradas e vigiadas. Cuba é um exemplo de como a geografia pode influenciar no destino de um povo e de um regime. Se não fosse uma ilha, cercada por um "muro aquático", certamente, o regime cubano não teria resistido tanto tempo, a não ser pagando o preço de uma repressão ainda maior do que a que vem sendo praticada desde 1959.
Nenhum regime comunista existente na Europa pode resistir à tsunami revolucionária do ano de 1989. Tal como no ano de 1848, em que várias capitais européias foram varridas por revoluções populares (as chamadas revoluções liberais e nacionalistas), a gigantesca onda popular varreu do mapa europeu os regimes comunistas que existiam na Alemanha Oriental, na Tchecoslováquia, na Hungria, na Polônia, na Iugoslávia e na Romênia. O grande e poderoso império comunista, a União Soviética, também foi tragado por aquele magnífico levante popular, a "Primavera dos Povos de 1989", expressão que foi usada pela primeira vez na história para denominar as Revoluções de 1848.
Essas revoluções produziram mais algumas das tantas ironias da história. O fim do comunismo na Europa trouxe consigo "a mais paradoxal realização de um sonho comunista", diz Thimoty Garton Ash. A Polônia assistiu a uma revolução dos trabalhadores feita contra um Estado que se dizia dos trabalhadores. Os comunistas sempre sonharam com o internacionalismo proletário espraiando revoluções mundo afora. Pois, em 1989, algo parecido a uma revolução internacional ocorreu, só que destruindo o comunismo.
As revoluções de 1989 têm sido comparadas às grandes revoluções ocorridas na história moderna, como a Revolução Francesa de 1789, a Revolução Russa de 1917 e a Revolução Chinesa de 1949. O modelo, ou tipo-ideal, daquelas revoluções era violento e utópico, caracterizado por uma radicalização progressiva, que culminava no terror de Estado. O modelo de 1989, em comparação, é não violento e antiutópico. Essas revoluções não culminam no terror, mas em compromissos negociados. Se o símbolo da Revolução Francesa foi a guilhotina, o das revoluções de 1989 pode ser uma mesa de negociação.
As revoluções francesa (1789), russa (1917) e chinesa (1949) foram em algum momento manifestamente utópicas. Todas elas prometeram criar um homem novo e trazer o paraíso para a terra. As revoluções de veludo, se não foram antiutópicas, foram não utópicas. Elas não aspiravam a trazer o paraíso para este mundo nem a criar um homem novo nos moldes de Robespierre, Lênin, Mao Tse-Tung ou Che Guevara. Elas simplesmente desejavam criar instituições políticas, econômicas e jurídicas já existentes em diversos lugares. Dito de outro modo, os revolucionários de 1989 aspiravam a trocar os regimes comunistas por regimes constitucionais-pluralistas (democracias liberais). Foi por essa razão que François Furet, historiador francês, chegou a colocar em dúvida se as revoluções de 1989 deveriam ser chamadas de "revoluções", já que, segundo ele, "não produziram uma única nova ideia". 1989, que ano para quem aprecia a história e a evolução das sociedades humanas!
* Professor de História e Teoria Política

 
Voltar para o índice da Revista Somando
   
31/08/2010 - 08:55
Baita trova
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!!
Nome: Baltasar Monteiro
25/08/2010 - 12:28
LOCUTOR
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê



PROFª LEONILDO BEZERRA
Nome: LEONILDO BEZERRA
 
   
 
Enquete
Estamos vivendo a Semana da Pátria. Mas o que a Pátria lembra para você?
O país onde a gente nasce e do qual fazemos parte como cidadãos.
Pátria é um conjunto de símbolos que representa o país.
Considero que Pátria tem a ver com o governo do país.
Pátria é sinônimo de Independência.
Considero que para entender o sentido de Pátria é preciso voltar a Educação Moral e Cívica nas escolas.

Fundação Cultural Planalto de Passo Fundo - (54) 3045-3088 - Passo Fundo - RS