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| Economia |
| Os principais números da economia em 2009 |
João Altair Silva/Revista SomandoEncerrados os balanços oficiais da economia brasileira em janeiro, a revista Somando fez um apanhado dos principais números que servirão de parâmetros para o ano que está em curso. As principais constatações foram que tanto o poupador como o trabalhador ativo saíram perdendo. A poupança ofereceu a pior remuneração da história; igualmente, o FGTS teve rendimento inexpressivo, abaixo inclusive da inflação. Os números são satisfatórios apenas se analisada a década. Neste período o brasileiro avançou social e economicamente, como veremos a seguir. Inflação oficial ficou abaixo do previsto O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, que mede a inflação oficial do país, foi de 4,31% em 2009. O resultado ficou abaixo do centro de meta estipulado pelo Banco Central, que era de 4,5%. A inflação de 2008 foi de 5,9%. Conforme o levantamento, o resultado do ano passado foi o mais baixo desde 2006, quando a inflação atingiu 3,14%. A queda decorre do ritmo de crescimento nos preços dos alimentos, sobretudo no segundo semestre. Este foi o fator que mais contribuiu para a contração dos preços medidos pelo IPCA. Em 2009 a variação positiva dos preços dos alimentos foi de 3,18%, sendo 2,64% nos seis primeiros meses e apenas 0,52% de julho a dezembro. É o que se verifica, por exemplo, nas cotações agrícolas também em baixa desde julho passado. O feijão no supermercado teve queda de 37,43% e o arroz, 13,14%. O IBGE constatou, porém, que as refeições fora de casa foram as que mais aumentaram. Os restaurantes aumentaram seus preços em 2009 em 9,05%. Também o açúcar aumentou 52,99%, sem contar a alta de janeiro, devido à dificuldade da colheita da cana em São Paulo. O IGP-DI, Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, medido pela Fundação Getúlio Vargas, usado no reajuste das dívidas de Estados com a União desde o final dos anos 1980, variou -1,43%. O resultado apontou a primeira deflação da história do indexador criado em 1944.Poupança ofereceu ganho real de 2,74% em 2009 O ganho real da poupança em 2009 foi de 2,74%. A remuneração nominal durante os 12 meses foi de 7,05% segundo a Consultoria Economática; porém, descontada a inflação do período 4,31%, o rendimento não passou dos 2,74%. Foi melhor do que o ganho real do poupador em 2008, que não passou de 1,89%, mas inferior aos resultados obtidos em anos anteriores, conforme mostra a tabela. A notícia ruim, no entanto, é que, se comparada a renda da poupança nominal, sem descontar a inflação, verifica-se que foi a pior da história, segundo a Economática. A queda na rentabilidade é reflexo direto dos cortes feitos pelo Banco Central na taxa básica de juros, a taxa Selic, hoje em 8,75%.O retorno dos bancos, no entanto, parece ter andado na contramão da renda do poupador. Em 2009, conforme o Banco Central, as cadernetas de poupança captaram 30,4 bilhões de reais. Este foi o segundo melhor resultado dos últimos 14 anos, só perdendo para 2007, quando os depósitos chegaram a 33,3 bilhões de reais. Parte desses recursos são emprestados para a construção civil.FGTS: muita captação e pouco rendimentoA correção do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) em 2009 ficou em apenas 3,9%. Conforme a Caixa Federal, no entanto, a arrecadação somou 54,8 bilhões de reais, uma alta de 12,4% sobre 2008. O saldo dos depósitos e retiradas do fundo ficou em 6,95 bilhões de reais, o trabalhador teve uma perda real do seu dinheiro de 0,41%. O rendimento do fundo é impositivo, o trabalhador não tem gestão sobre esses 8% do seu salário que as empresas recolhem todo o mês e só pode retirar em caso de demissão, aposentadoria, construção de casas ou na condição de pacientes de determinadas doenças. As perdas com o FGTS são históricas e aceitas, pois não existe reclamação de sindicatos, centrais sindicais nem dos políticos que atuam nos legislativos, que normalmente são atentos a questões que penalizam muita gente. Qualquer alteração na norma de correção deve passar pelo chamado Conselho Curador da Caixa Federal, que não é desafiado para isso. O crescimento da década foi grandeNão é momento de comparar apenas os números de 2009. Foi encerrada uma década no ano passado. Se os brasileiros tiveram a chamada década perdida em 1980, com o período inflacionário, sobretudo, no governo de José Sarney, alguns louros foram colhidos nos últimos 10 anos com a estabilidade econômica assegurada pelo Plano Real.A classe média, que é a mola propulsora das nações, capaz de aumentar o consumo e a produção, cresceu mais de 13% (veja tabela). Conforme o IBGE, 36,15% da população encontrava-se nesta faixa social em 1999 e, em 2009, o índice saltou para 49,22%. A década, segundo o professor da FGV Marcelo Neri, foi marcada pela redução da desigualdade. Isso significa que 19 milhões de brasileiros cruzaram a linha de pobreza, embora a população também tenha aumentado em mais de 22 milhões de pessoas neste mesmo período.
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| 31/08/2010 - 08:55 |
Baita trova |
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!! |
| Nome: Baltasar Monteiro |
| 25/08/2010 - 12:28 |
LOCUTOR |
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê
PROFª LEONILDO BEZERRA |
| Nome: LEONILDO BEZERRA |
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