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| Revista Somando > A liga no desenvolvimento regional |
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| A liga no desenvolvimento regional |
* Jéferson Emilio de Souza
Das minhas lembranças da infância, relembro com enlevo o mingau da minha mãe. Acho que era um dos poucos doces existentes na época e do qual não precisava nem receita para fazê-lo. Usava-se um pouco de leite, produzido por vacas próprias, um pouco de amido de milho, açúcar e, às vezes, uma gema de ovo bem batida para dar cor. O que não sei é como se conseguia era dar aquela "liga". Não ficava nem duro, nem mole demais. Ficava no ponto certo e a única receita seguida era o "olho" da minha mãe. Tinha a hora certa de desligar para não passar do ponto. E nós nos lambuzávamos comendo.
Relembro isto, pois a "liga" também é um passo primordial de uma sociedade para o desenvolvimento territorial, que no conceito é chamado de "capital social". Quanto maior o capital social de um território, maior o envolvimento da sociedade e mais fácil de termos objetivos comuns ou termos o "ponto certo" de desenvolvimento.
Utiliza-se aqui o conceito de desenvolvimento territorial, já que território é uma construção subjetiva e que pode ser regional, municipal, estadual, nacional, ou qualquer outro território em que queiramos atuar para ajudar no seu desenvolvimento. No Rio Grande do Sul as regiões têm os territórios/regiões mais demarcados, uma vez que a definição dos Coredes é objeto de lei, sendo assumidos pela maioria da sociedade.
Dentro de um território, normalmente, temos muitas entidades atuando e, com certeza, podemos dizer que todas querem um futuro melhor para as pessoas que ali estão envolvidas. Os líderes que conduzem estas entidades são denominados como "governanças" do território. Mas, se todos querem melhorias, por que não conseguimos um desenvolvimento equânime, que traga o bem-estar para todos? Por que temos dificuldades em encontrar os objetivos comuns daquela sociedade. Surgem os conflitos de interesses, os individualismos, os excessos e as barreiras. Ingredientes estes que, se não usados na medida certa, se desequilibram e não deixam ficar no ponto. É o leite que acredita ser mais importante que o amido, que, por sua vez, se acha mais importante que o açúcar, e assim sucessivamente.
Fazer o desenvolvimento acontecer não significa somente distribuir melhor a renda, pois, se não for em transferido também o conhecimento e o poder (emponderamento), a renda logo se concentrará novamente. Conhecimento é necessário para a sociedade construir formas diferenciadas de crescimento e de desenvolvimento. É dele que virá a inovação, que é outro ingrediente fundamental no desenvolvimento. Poder é importante e só pode ser exercido com democracia. Quanto mais descentralizado o poder, mais assertivas serão as escolhas das pessoas que estão naquele território. Escolhas que perpassam desde um produto a ser comprado até os governantes que irão representá-lo. E liberdade de escolha é o poder.
Tomemos por exemplo o trabalho de desenvolvimento realizado na região da produção pelo Sebrae. A experiência demonstra que, para que estes segmentos se desenvolvam, não basta serem feitas capacitações e consultorias. É necessário um envolvimento (capital social do setor) grande dos empresários e das entidades que os representam (governança). Quando o emponderamento não acontece, os conhecimentos repassados viram apenas informações novas sem aplicação e, por consequência, sem resultado prático. Por maior que seja o esforço para capacitar, sem o empresário escolher aplicar este conhecimento, não há como acontecer o desenvolvimento do seu negócio.
Mesmo nesses trabalhos setoriais, como indústrias de confecções, indústria metalmecânica, moveleiros, entre outros, é necessário encontrar objetivos comuns. É necessário porque existem problemas comuns, que são demonstrados pelos mais diversos diagnósticos aplicados. O mais recente desses diagnósticos, o MPE (Micro e Pequenas Empresas) competitivo em parceria com o PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade) demonstrou, mais uma vez, que os problemas setoriais das empresas desta região são comuns.
Por que então não conseguimos estabelecer estes objetivos comuns? Talvez porque queremos partir direto para a ação. É nato do ser humano. Enquanto for uma individual, o impacto será individual; porém, quando se toma uma decisão para um setor, uma comunidade, o impacto será para esta comunidade. E nem sempre a ação agradará a todos se não tiver claro o seu objetivo. Estando claros e bem definidos os objetivos, todas as ações serão bem-vindas e necessárias para trazer o que há de concreto para esta sociedade.
Assim, sem a liga, a sociedade não conseguirá seus objetivos comuns, e para isto será necessário muito debate, discussão, para que se identifiquem os individuais e se os transforme em objetivos desta sociedade. Então, para saber se "está no ponto", com a liga certa, é preciso observar a sociedade e ver se é elogioso o seu sabor, ou seja, se a maioria aprovou e ficou satisfeita com os resultados, que devem ser medidos através de indicadores. Quanto ao mingau da minha mãe, agradava a mim e a todos os meus irmãos, porém alguns dos meus primos achavam pouco doce. Mas diz um velho ditado que não há como agradar a todos. No entanto, isso já é uma outra história.
* Gerente Regional do Sebrae-Planalto Norte
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| 31/08/2010 - 08:55 |
Baita trova |
Parabéns a Planalto por continuar cultivando as nossas tradições com os programas ao vivo e com as Trovas nos progamas de sexta terça e domingo!!E viva o Mi maior de Gavetão!!abraços!! |
| Nome: Baltasar Monteiro |
| 25/08/2010 - 12:28 |
LOCUTOR |
AMIGO LOCUTOR, BOM DIA UM ABRAÇÃO DO RECIFE. OUÇO TODOS OS DIAS SEU PROGRAMA. SOU DE PORTO VELHO, RONDONIA E MORO UM TEMPÃO NO RECIFE. TENHAS UM BOM DIA TCHê
PROFª LEONILDO BEZERRA |
| Nome: LEONILDO BEZERRA |
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